domingo, 12 de outubro de 2008

Um novo dia e uma nova vida.

Alice acordou inchada, chorar havia criado imensas olheiras no seu rosto, mas isso não a preocupava. Chorar também havia a aliviado.

Dizem que pensamos melhor quando dormimos, e isso parecia se encaixar perfeitamente com a sua situação. Ela acordou disposta a mudar, não iria mais dar atenção ao que qualquer um falava da sua vida. Ela era a única que deveria se importar com os seus atos, a opinião dos outros não importava.

Chega de chorar por casos perdidos. Chega de lamentar fatos já ocorridos. A vida começava novamente nessa manhã e Alice ia fazer de tudo para que agora ela fosse exatamente como sempre deveria ter sido.

Ao se olhar no espelho se achou mais linda do que nunca, confiança costuma fazer isso com as pessoas. E ao se achar bonita os outros também passaram a achar. Hoje uma nova vida começava e Alice emanava isso pelo ar. Uma sensação de liberdade e felicidade se apoderou dela que tudo o que ela conseguiu fazer durante o dia foi rir e admirar como as pessoas são mais felizes quando se amam.

Pouco importava de quem eram os rostos nas vidraças embaçadas, os ouvidos tentando captar seus mais silenciosos gemidos. De agora em diante o que importava era o desejo do momento. Que os atos sejam avaliados depois. Ela iria se arrepender do que fez e não do que deixou de fazer.

Enquanto tomava um suco gelado e terminava seu trabalho, seu celular tocou. Era ele. Queria saber o que tinha acontecido na noite passada. Ela disse pra ele não se preocupar, que já estava tudo bem.

Ele riu e disse que agora estava mais tranqüilo. Ele se preocupava ela. E Alice sentiu um calor subir pelo seu corpo, uma sensação sem explicações. É claro que ele se preocupava, da onde ela havia tirado a idéia de que seria o contrário?

Ele desligou o telefone dizendo que mais tarde ligaria de novo. Ela concordou e sorriu ao tomar mais um gole de suco.

Definitivamente aquele primeiro dia da sua nova vida estava sendo melhor do que ela imaginava.

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